Desafio qualquer mergulhador com um nível médio de habilidade a não se sentir confortável depois de dez minutos de uso, e não ficar ansioso para adquirir o seu próprio sistema de sidemount.
Originária na exploração de cavernas, como forma de vencer obstáculos “molhados” em cavernas secas, os sumps, foi sendo aperfeiçoado para alcançar pontos nas cavernas alagadas que não eram acessíveis com os cilindros montados nas costas, por serem muito restritos verticalmente, mas amplos horizontalmente. Ou que permitiam apenas que o mergulhador ultrapassasse a restrição sem cilindros nas costas ou nos lados, o no mount.
Como sempre foi uma técnica muito difundida no meio do mergulho em cavernas tinha um certo preconceito, até ter a oportunidade de testar o sistema após meu treinamento de Intro to Cave. Já havia lido muito a respeito dessa modalidade de mergulho, antiga, mas que só agora começa a despontar em terras brasileiras com maior força. Sempre que o termo side mounted chegava aos meus ouvidos, pensava: Lá vão os caverneiros doidos, parecendo tatu e se metendo em lugares que me tiram o fôlego só de pensar.
Mergulhadores de caverna na Grã-Bretanha começaram a usar seus cilindros lateralmente no início dos anos 60. Tentativas iniciais usaram apenas um único cilindro, assentado entre a axila e a coxa por um cinto fixado a uma cinta metálica no cilindro. O lastro do mergulhador era utilizado em um cinto independente, no qual algumas vezes a bateria da iluminação sub era clipada. Isso funcionou bem , mas a medida que os cilindros aumentam de tamanho, eles tendiam a sair da posição, pendendo para baixo em direção ao centro do tronco.
No início dos anos 70, um sistema completamente redundante era normalmente utilizado, ficando o mergulhador com 3 cintos presos a sua cintura. Isso aumentava a complexidade e suscetibilidade à confusão, e ainda assim não evitava que saíssem de posição.
Assim, poucos anos depois, mergulhadores começaram a experimentar um único, e mais sustentável, sistema de cinto que mantinha os cilindros em posição com mais firmeza. Já no início dos anos 80 surgiu o arreio, com tiras de ombro para aliviar o desgaste de carregar o sistema fora da água.
Agora qualquer tamanho de cilindro podia ser utilizado. Isso foi uma grande evolução, mas ainda necessitava de melhorias. Os cilindros eram fixados em um único e estreito ponto, por uma faixa de metal, que permitia que estes oscilassem, principalmente a medida que eram esvaziados. Isso fazia com que a torneira e primeiro estágios ficassem muito para baixo, tocando o fundo e levantando suspensão.
No começo da década de 90, mergulhadores americanos haviam criado modificações que melhoram o sistema e são utilizadas até hoje! O padrão americano reduziu em muito o esforço para entrar e sair da água. O mergulhador agora vestia o arreio, seus instrumentos e faziam toda suas checagens pré mergulho sem o peso dos cilindros, que podia facilmente serem fixados fora ou, com muito menos esforço, dentro d’água.
Originária na exploração de cavernas, como forma de vencer obstáculos “molhados” em cavernas secas, os sumps, foi sendo aperfeiçoado para alcançar pontos nas cavernas alagadas que não eram acessíveis com os cilindros montados nas costas, por serem muito restritos verticalmente, mas amplos horizontalmente. Ou que permitiam apenas que o mergulhador ultrapassasse a restrição sem cilindros nas costas ou nos lados, o no mount.
Como sempre foi uma técnica muito difundida no meio do mergulho em cavernas tinha um certo preconceito, até ter a oportunidade de testar o sistema após meu treinamento de Intro to Cave. Já havia lido muito a respeito dessa modalidade de mergulho, antiga, mas que só agora começa a despontar em terras brasileiras com maior força. Sempre que o termo side mounted chegava aos meus ouvidos, pensava: Lá vão os caverneiros doidos, parecendo tatu e se metendo em lugares que me tiram o fôlego só de pensar.
Mergulhadores de caverna na Grã-Bretanha começaram a usar seus cilindros lateralmente no início dos anos 60. Tentativas iniciais usaram apenas um único cilindro, assentado entre a axila e a coxa por um cinto fixado a uma cinta metálica no cilindro. O lastro do mergulhador era utilizado em um cinto independente, no qual algumas vezes a bateria da iluminação sub era clipada. Isso funcionou bem , mas a medida que os cilindros aumentam de tamanho, eles tendiam a sair da posição, pendendo para baixo em direção ao centro do tronco.
No início dos anos 70, um sistema completamente redundante era normalmente utilizado, ficando o mergulhador com 3 cintos presos a sua cintura. Isso aumentava a complexidade e suscetibilidade à confusão, e ainda assim não evitava que saíssem de posição.
Assim, poucos anos depois, mergulhadores começaram a experimentar um único, e mais sustentável, sistema de cinto que mantinha os cilindros em posição com mais firmeza. Já no início dos anos 80 surgiu o arreio, com tiras de ombro para aliviar o desgaste de carregar o sistema fora da água.
Agora qualquer tamanho de cilindro podia ser utilizado. Isso foi uma grande evolução, mas ainda necessitava de melhorias. Os cilindros eram fixados em um único e estreito ponto, por uma faixa de metal, que permitia que estes oscilassem, principalmente a medida que eram esvaziados. Isso fazia com que a torneira e primeiro estágios ficassem muito para baixo, tocando o fundo e levantando suspensão.
No começo da década de 90, mergulhadores americanos haviam criado modificações que melhoram o sistema e são utilizadas até hoje! O padrão americano reduziu em muito o esforço para entrar e sair da água. O mergulhador agora vestia o arreio, seus instrumentos e faziam toda suas checagens pré mergulho sem o peso dos cilindros, que podia facilmente serem fixados fora ou, com muito menos esforço, dentro d’água.
Passaram a ser fixados em dois pontos de ancoragem, ombro e cintura. Um elástico passado em volta da torneira/regulador evita que este se afaste do corpo quando submerso.
Abordagem simplista
Para os mergulhadores solo, prefiro auto-suficientes, ou aqueles que precisam se equipar em lugares pouco amigáveis, este conjunto é realmente facilitador. Além do mais, dá a oportunidade ao mergulhador de remover um ou outro cilindro sob a água, tanto para negociar uma restrição em uma caverna ou naufrágio, como para doar a um dupla que pode estar com pouco ar. Os arreios para side estão disponíveis comercialmente mas diferem consideravelmente.
Abordagem simplista
Para os mergulhadores solo, prefiro auto-suficientes, ou aqueles que precisam se equipar em lugares pouco amigáveis, este conjunto é realmente facilitador. Além do mais, dá a oportunidade ao mergulhador de remover um ou outro cilindro sob a água, tanto para negociar uma restrição em uma caverna ou naufrágio, como para doar a um dupla que pode estar com pouco ar. Os arreios para side estão disponíveis comercialmente mas diferem consideravelmente.
por Pierozzi
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